Sinceramente, eu sou um patriota. Sentimento que se perdeu no Brasil (aliás, quando fomos patriotas?). Alguns exemplos: prefiro Legião Urbana á Led Zepellin, prefiro Machado de Assis á J. K. Rowlling, prefiro novelas á séries estrangeiras (CSI é uma exceção), prefiro a Avenida Paulista á Fifth Avenue.
Estranhamente, nos EUA eles são muito patriotas. Se orgulham de seu país. Você já deve ter percebido que naquele momento mais emocionante de um filme hollywoodiano aparece uma bandeira do Estados Unidos. Os problemas de americanos em filmes são resolvidos pela Casa Branca. Quantas vezes não vimos a Casa Branca em filmes? E o ponto alto do patriotismo, este se chama Capitão América (eu prefiro o Blanka, mas tudo bem). Um herói dos americanos que "estranhamente" não é muito curtido em países de regime socialista, além de forte ligação com a Guerra Fria (estude Pop-Art e outras coisas relacionadas a quadrinhos da época). Quer momento onde mais se fomentou o patriotismo daquele povo?
Algumas pessoas vão perguntar: do que eu vou me orgulhar nesse país? Bom, vivemos em um país tropical sem chance de problemas próximos aos causados pelo Sandy; temos uma área no subsolo que contém muito petróleo, o Pré-Sal; temos a maior floresta do mundo, a Amazônica; temos também um dos melhores escritores de todos os tempos, o já comentado, Machado de Assis; entre tantas outras coisas, somos um dos países mais felizes do mundo e também mais hospitaleiro.
Gastemos tempo de jornal e de leitura (música e outras artes também) com o nosso país. Há tanta desgraça aqui para se colocar no jornal, tanta cultura boa daqui (é um orgulho lembrar-me de Machado de Assis) para aproveitar. Viva o Brasil.